27 de ago de 2014

Update

Direto do meu jardim, para quem tem olhos para ver...
Depois de tanto tempo escrevendo sobre bruxaria, renunciar ao tema foi uma escolha difícil. A gente cria um apego ao tema e à forma e cria uma porção de funções para estes textos. Mas certamente não farão nenhuma falta os meus escritos, pois depois de mim vieram outros tantos falando a mesma coisa ou tentando derrubar minhas teses com antíteses ora interessantes, ora medonhas. Deixo então as comédias de lado para falar dos pensamentos sempre desordenados que ocorrem na vida desta pessoa, desta bruxa que aqui escreve.

Meus projetos vão bem, obrigada. Continuam crescendo e empilhando. Alguns chegam à execução, ganham cores e ferramentas, e outros vão tomando poeira. Estou preparando material para um curso (que depois eu conto mais quando estiver na reta do gol), nossos clientes de coaching satisfeitos e caminhando bem, a “e-lodjinha” indo muito bem, um novo portão num processo lento de instalação, os novos balizadores já instalados na entrada do sítio... tudo num processo... de progresso sem correria... com pouco stress (anda um pouquinho, descansa um pouquinho, 550 km!)

É lógico que “algum” stress sempre pinta. Parece que foi só a gente pensar em instalar o portão e uma infinidade de situações ocorrem SÓ porque o portão ainda não está instalado.

Primeiro, o usual. Pedreiros que vêm quando querem, serralheiro enrolado, listas de compras infindáveis que fogem ao que estimamos porque os dois figuras já mencionados se esqueceram de falar para comprar. Mas normal, afinal de contas, é interiorrrr. Aqui ninguém acelera o passo, ninguém chega na hora, e parece que tudo e todo mundo é movido por Saturno...

Em segundo lugar é o trânsito de criaturas. Andou entrando gente (oi?) e bicho. Já estamos acostumados com vacas, cavalos e mulas surgindo aqui de vez em quando. Dureza foi quando - há umas semanas atrás - pintou um mini-touro soltinho da silva, bravo que nem uma peste. Tadinha da minha velha Luna, que tomou um coice e foi parar na piscina naquele dia que, diga-se de passagem, estava frio pra dedéu.

O frio, ah o frio... que raro surgiu neste inverno todo. Eu olho para as árvores e plantas e percebo que está tudo muito louco com este clima apocalíptico que estamos vivendo e que parece que ninguém está percebendo. Quase nada de chuva. Plantas que estão florindo e frutificando ao mesmo tempo. Dá para entender isso?

O lado bom do inverno é que ele deixou de ser inferno para mim. Meu amado não precisou se ausentar, e o inverno que já estava morno aqueceu-se ainda mais nesta chama venusiana de delícias sob o cobertor. As noites frescas ajudaram com as saídas aos nossos templos friorentos e os trabalhos fluíram como nunca. Definitivamente, este inverno foi muito atípico. Ele veio com ares de primavera, de novos projetos e renovações. E vamos adiante, vivendo um dia de cada vez, como uma jornada mágica e maravilhosa, cheia de perigos e novas emoções, e sempre com um pouco mais do que o necessário, com uma pitada do extraordinário!

Agora, para finalizar com uma tirada infame:

Ah, esqueci de contar? O blog mudou. Agora eu não vou falar mais “sobre bruxaria”. Agora eu só vou mostrar o que é viver o encanto. Não acredita? Como é que você leu este post até o final? Definitivamente, você está sob o meu.


11 de ago de 2014

Cronos


Número, 
Massa,
Medo.
Que se torne apropriado a isto
Seja a vida previsível, ordem-diária, ordinária.
Tic-tac, um-atrás-do-outro, pincelando a ruga disfarçada
Tic-tac, come-paga-veste-paga, circulando na manivela do caixa
Tic-tac, medo-atrás-de-medo, dourando pílulas de sentimentos negros
Tic-tac, tic-tac, tic-tac...
A disciplina do caos em caos é desafio.
Agora, seja a vida simplesmente... legendária!