7 de dez de 2014

Hino Órfico Ao Sol


Ouve-me, venturoso, onividente de olhos eternos,
Titã de áureo cintilar, Hipérion, luz celeste,
incansável gerado por si mesmo, doce visão aos vivos,
à esquerda engendraste a Aurora, à direita a Noite,
tempera as Estações [Horas] dançando com tuas quadrigas;
corredor, silvante, flâmeo de fúlgidos olhos, condutor do carro,
guiando entre rugentes turbilhões sem fim
aos pios leva o bem e aos ímpios, a cólera;
de áurea lira, detém o curso harmonioso do cosmo,
é quem aponta atos de valor, é o jovem que nutre as Horas;
imperador do cosmo, chilreante, correndo como fogo, circunvolvente,
Lucífero, de aparência vária, vital, frutuoso Peã,
viçoso sempre, límpido, pai do Tempo [Khronos], Zeus imortal,
claro, luz de todos,  olho circundante do cosmo,
a se extinguir e a brilhar em luzentes lindos raios.
Exemplo de justiça [Dikaiosyne], amigo das águas, senhor do cosmo,
guardião da lealdade, sempre supremo, auxiliador de todos,
olho da justiça [Dikaiosyne], luz da vida; ó cavaleiro,
com estridente açoite impelindo a tua quadriga,
ouve minhas palavras, e mostra a doce vida aos iniciados.

Tradução: Rafael Brunhara em http://www.nova-acropole.pt

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